Muitos músicos resolvem se aventurar em produções cinematográficas. Há quem consiga fazer sucesso de público e bilheteria, outros nem tanto e outros são um completo fracasso

Thamiris Tavares (thamiris@clipestesia.com.br)

Dia 6 de março acontece a premiação do “Framboesa de Ouro 2010”. O troféu que “homenageia” os piores do ano no cinema comemora 30 anos com esta edição. Claro que a data não vai passar em branco, foi organizado um especial para premiar os piores filmes, atores e atrizes da década.

E o que isso tudo tem a ver com o Clipestesia? Quem vê a lista das indicadas na última categoria percebe que todas têm alguma passagem pela carreira de cantora. Ou são cantoras com alguma passagem pela carreira de atriz. Então, resolvemos fazer a nossa homenagem (sem aspas) aos músicos que se arriscam no cinema.

Dá para adivinhar fácil, fácil algumas das candidatas ao “prêmio”. Alguém tem dúvidas de que Mariah Carey e Madonna estão entre elas?

A primeira acha que pode fazer simplesmente tudo no filme sozinha. Talvez não fosse tão vexaminoso se ela abrisse mão de atuar... Resultado: mais de 70% de votos para pior atriz em 2001, por “Glitter – O Brilho de uma Estrela”, que é praticamente a biografia de Mariah Carrey.

Ideia que Eminem deve ter adorado, porque fez a mesma coisa em “8 Mile – Rua das Ilusões”, só que foi um pouco mais feliz, principalmente na trilha sonora, composta pelo próprio e muito premiada.

Já a segunda tem uma longa carreira de vexames cinematográficos, o mais lembrado é a atuação como Eva Perón, no filme “Evita”, que foi tão ruim que ofendeu o povo argentino e criou uma onda de hostilidade à cantora no país.

Outra cantora que deu as caras no cinema foi Beyoncé, que nem foi tão mal assim, mas não escapou da temida indicação esse ano.

Mas nem todo mundo dá vexame, Björk levou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Ela fez todo mundo chorar como a mãe solteira cega que migra para os Estados Unidos em busca de tratamento para o filho. Este é o musical “Dançando No Escuro”, dirigido por Lars Von Trier, com quem a cantora travou uma guerra durante as filmagens.

Björk não foi a única que se arriscou e saiu premiada. Frank Sinatra foi indicado duas vezes ao Oscar e ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante por “A Um Passo Da Eternidade”, de 1953. Isso sem falar nos outros prêmios e indicações ao longo das suas mais de quarenta décadas de carreira cinematográfica.

Jon Bon Jovi é outro dono de uma longa carreira no cinema, porém nem tão bem sucedida. Com personagens pequenos, sua mais famosa atuação foi em “A Corrente Do Bem” como o pai bêbado do protagonista. Na verdade, fazer papéis pequenos é uma prática comum entre os roqueiros. Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers participou de dezenas de filmes, entre eles as segunda e terceira parte de “De Volta Para O Futuro”.

Músicos brasileiros também entraram nessa onda. Talvez o mais expressivo seja Paulo Miklos, vocalista dos Titãs. Ele chamou atenção em “O Invasor”, onde fez um assassino de aluguel.

Não tem como falar de músicos no cinema e não falar de quem começou isso tudo. Elvis Presley e The Beatles não se esforçavam muito na hora de atuar. Os filmes eram mais para divulgar suas músicas (numa época em que não existia MTV). Apesar de Elvis ainda ter tido um pouco mais de cuidado com isso. Mesmo assim, que fã não gosta de ver Elvis no auge da sua forma?

Ou The Beatles no comecinho?

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