Toda piada que se preze tem esse nome no meio; em toda Missa, o mesmo é citado diversas vezes... Um nome simples e comum pode ser tão significativo para um videoclipe. Duvida? O mundo inteiro faz clipes homenageando essas Marias multifacetadas e de personalidades completamente diferentes. Marcelo Mendonça (marcelo@clipestesia.com.br) Cheia de graça Um dos primeiros grandes registros de Maria no mundo da música foi feito pelo austríaco Franz Schubert em 1825. A música Ave Maria é incessantemente repetida em igrejas, procissões e concertos de todo o mundo em diversas línguas. Sua versão mais conhecida hoje em dia é a cantada pelo tenor Luciano Pavarotti, que apesar de não ter clipe oficial, transmite todas as sensações que a música pede. Essa era uma canção que não podia faltar no repertório do falecido tenor. As outras faces de Maria Movimento musical importante no Brasil, o Clube da Esquina revelou nomes como Lô Borges, Flávio Venturini com 14 Bis e Milton Nascimento. Ah, e claro, imortalizou o nome da Maria Maria. Ele utiliza o nome popular brasileiro para caracterizar a garra, manha e graça da mulher brasileira. Ainda no fim dos anos 70, a música foi gravada por Elis Regina, um exemplo de Maria Maria. Também em Minas Gerais, a Maria cantada por Beto Guedes era a Maria Solidária. A música também não ganhou videoclipe, mas suas imagens se imortalizaram na abertura da telenovela Coração de Estudante, exibida pela Rede Globo em 2002. Aí você diz: “ah, mas novela não é videoclipe”. Ok. Realmente não é, mas repara bem na linguagem. As imagens dançam de acordo com a música e são todas referências aos jovens retratados na novela. Maria também é do Rock! A banda britânica Blondie gravou a canção sobre uma mulher moderna e que está praticamente em todo lugar, quase onipresente. Eles ainda fazem uma relação com Ave Maria na música. Mas a Maria ficou famosa mundialmente quando o mexicano Carlos Santana gravou Maria Maria com o The Pruduct G&B e até ganhou o Grammy de melhor música pop em 2000. Merecido. O clipe mostra muita dança e muita sensualidade no clima latino que Santana costuma sempre estampar em seus solos de guitarra. O grupo germânico Scooter gravou a canção Maria (I Like It Loud) e transformou o videoclipe numa grande festa. Com água, dança e uma edição rapidíssima, o clipe é viciante. Sem contar o tratamento das imagens em alto grau de contraste, que causam uma sensação de calor incrível em quem está do outro lado. Uêpa! Maria é latina! Não há quem nunca tenha se rendido ao primeiro grande sucesso da carreira solo de Rick Martin e não tenha, no mínimo, gritado um “Uêeeepa!” O clipe não mostra nenhuma Maria em evidência, mas nem precisa. Apesar de exaltar cada qualidade de Maria na letra, no clipe várias mulheres dançam e a gente que assiste acaba pelo menos balançando o ombrinho junto. A gente dança, e dança com muita honra! Ah, falando em “mucha honra”, jamais poderíamos esquecer nas Marias de Thalia. A atriz, cantora, bailarina e mais alguma coisa lá do México ficou conhecida internacionalmente por conta deste nome. Ela visitou o Brasil, Estados Unidos, quase toda América Latina e até alguns países orientais, como Maria Mercedes e Maria do Bairro. As duas foram personagens de novelas distintas, mas que tinham personalidades bastante semelhantes. Os dois clipes mostram imagens da novela e, claro, imagens de Thalia cantora. David Bisbal é espanhol, vencedor de Grammy e também tem um clipe especial com o nome. Ave Maria não se trata de música religiosa, mas uma ode a Maria pela qual ele está apaixonado. Ah, e claro, ela dança pra ele, ele dança pra ela, e o mundo é belo. Mas nem só de dança vive o México. A banda Café Tacuba mostrou o fantasma de Maria num clipe sinistro. A música, claro, também se chama Maria. Are Baba! O cantor indiano (e astro de Bollywood) Salman Khan mostrou todo seu sex-appeal à sua Maria. Sim, Maria na Índia. O cara lá é tipo uma junção de Marcos Pasquim (de camisa) e José Mayer (sem idade), e no clipe ele seduz a Maria que, claro, se rende ao galã. A coreografia e cores do clipe são ótimas. Vale a pena assistir. Maria, I wanna see ya Já ouviu falar da boyband US5? Tá, eu também não, mas a Maria já. São cinco garotos e cinco Marias espalhadas pelo mundo, evidenciando que o nome Maria é realmente universal. Tem Maria em Nova York, Tokyo, Paris, Londres e até no Rio de Janeiro. Sim! A Maria daqui está num ponto de ônibus. O clipe é aquilo de sempre, sabe? Menininhos fazendo caras e bocas pra câmera, coreografias previsíveis e bem ensaiadas, efeitos legais... Ah, mas eu adoro isso. Parece que as Marias também. Maria de quê? Não é de hoje que Maria tem nome composto. E não falo da Maria do Bairro, ou Mercedes. Seja para distingui-la de outra ou simplesmente porque a mãe quis batizá-la assim, elas também se imortalizam em canções e videoclipes. Há vinte anos, Chacrinha cantava sempre a clássica marchinha de carnaval, somente pra diferenciar sua Maria Sapatão das outras. Menos de dez anos depois, Sandy e Junior, ainda crianças, cantavam sobre a Maria Chiquinha, super safadinha. E ainda tem a quase esquecida Maria Joaquina, não a da novela Carrossel, mas da banda de axé Pimenta Nativa. Maria Joaquina de Amaral Pereira Góes. Lembrou? Agora, uma que quase não ficou conhecida aqui no Brasil, mas tem um clipe fantástico é a Maria Albertina. Em um clipe engraçado e simples, a banda portuguesa Humanos fala exatamente sobre o nome. Eles dizem que nem é lá tão bonito, mas é muito melhor do que Vanessa. Maria Albertina é um conjunto de música popular lá de Portugual. Quanto à opinião da Vanessa, a gente não sabe, mas o clipe é muito bom. |