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O grupo baiano te leva a todos os lugares, sem sair do Brasil (como?) Marcelo Mendonça (marcelo@clipestesia.com.br) Entre meados dos anos 90 e 2000, o Brasil viu nascer uma grande mania entre os brasileiros. Uns amavam, outros odiavam, mas ninguém ficava indiferente ao requebrado de Carla Perez, Débora Brasil, Scheila Carvalho e Sheila Mello, e nem às letras ambíguas e bem humoradas do grupo É O Tchan. Era só chegar o verão que o grupo baiano lançava uma nova moda e mostrava algum lugar do mundo, sem sair do Brasil. Após os primeiros sucessos no país, chegou a vez do Egito. Não, eles não foram para lá. O Egito que veio até aqui. Com cenas de estúdio, a banda passou pelas pirâmides e, obviamente, dançou. Beto Jamaica e Cumpadre Washington colocaram as vidas em risco ao dizer que “o califa tava de olho no decote dela”, mas o Brasil gostou. O clipe de Dança do Ventre/ Ralando o Tchan foi um sucesso. Pouco tempo depois, com um pouco mais de dinheiro no bolso, o Tchan viajou para o Hawaii no início de outubro de 1998. Lá, gravaram o clipe de É O Tchan No Hawaii, que dava nome ao álbum. O grupo trabalhava com fetiches sexuais, mostrando as meninas como dançarinas de hulla-hulla, só que com um requebrado típico do axé brasileiro. Mas como alegria de pobre dura pouco, eles tiveram que se readaptar ao baixo orçamento. Como então lançariam o próximo single Arigatchan? Precisariam viajar até o Japão para ilustrar a canção. Foi quando alguma mente genial teve a idéia de levá-los para São Paulo, no bairro da Liberdade – tradicional colônia japonesa. O baixo orçamento, porém, não diminuiu a qualidade (?) do videoclipe. O grupo era mostrado como sucesso mesmo do outro lado do mundo, além de ser uma mania entre as crianças. Depois disso, o grupo ainda fazia sucesso, mas em menor escala. O lançamento seguinte foi É o Tchan Na Selva, que mesmo sem sair do país mostrava lugares diferentes. No clipe, eles estavam realmente na Floresta Amazônica e tinha até passeio de elefante (na Amazônia?)! Cada apresentação da banda era um espetáculo: nos programas de TV, eles levavam um elefante inflável gigante para compor o cenário. Pouco mais tarde, a banda lançaria seu último grande sucesso em locações privilegiadas. Mesmo nascido na Bahia, o grupo não havia feito ainda um videoclipe lá. A vez desse Estado chegou em Tribotchan, de 2001. Caracterizados como índios e desbravadores, contavam a história do descobrimento do Brasil de um modo superficial, mas com o mesmo humor e requebrado característicos do É o Tchan de sempre. Os grandes sucessos foram ficando escassos e o grupo foi mudando de formação até chegar ao seu fim definitivo, em 2008. Dos presentes nas formações mais famosas, alguns permanecem em evidência. O dançarino Jacaré trabalha atualmente como ator no programa A Turma do Didi, Scheilla Carvalho apresenta um programa regional na Bahia, Carla Perez dedica sua carreira ao público infantil e Sheila Mello virou cantora (ou não). |