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É o que Christina Aguilera modestamente afirma sobre seu novo clipe, Keeps Getting' Better. Mas o que vimos está mais perto - bem mais perto - do passado e da repetição... Patrícia Angélica (paty@clipestesia.com.br) Segundo a própria, seu último trabalho Back To Basics (2006) era uma espécie de “volta ao passado”, enquanto este, Keeps Gettin’ Better – A Decade Of Hits (lançado dia 7 de novembro na Europa e 11 de novembro nos EUA) representa um “avanço para o futuro”, mesmo sendo uma coletânea com seus principais sucessos. Keeps Gettin’ Better é uma das duas faixas inéditas do álbum (a outra se chama Dynamite), que traz, além dos grandes sucessos da carreira da loira, versões exclusivas do primeiro single de toda a carreira, Genie In A Bottle (intitulada de Genie 2.0) e um dos mais polêmicos, Beautiful (que ganhou o nome de You Are What You Are). A música não é das melhores, fazendo com que constatemos facilmente que Aguilera já lançou outras com mais qualidade(s) que esa. Além de ser uma música bastante comum (no tipo de batida, tipo de melodia e tudo o mais), usa recursos de edição e modificação da voz de que se sabe que Aguilera não precisa, já que tem um baita vozeirão (vide em Oh Mother ou Hurt)! O clipe, dirigido por Peter Berg, também não é nada de extraordinário. Aguilera também já fez melhores, sem tantos recursos de edição, montagem e efeitos (como The Voice Within’, Save Me From Myself etc.). Há diversas referências a super-heroínas no clipe, como a Mulher Gato. Segundo a cantora, a intenção é divertir os fãs, que deram a ela o sucesso alcançado! O que acabou acontecendo é que o clipe ficou parecido demais com o de sua rival, Britney Spears, Womanizer, que em nossa Magazine já foi acusado de ser cópia de outros. E o clipe de Christina nem conseguiu ficar tão divertido quanto ela queria (nesses casos a intenção não é o que vale!). As referências futuristas ficaram interessantes, mas o clipe não é atraente. Mas pelo menos vemos, por causa desse vídeo, que tecnologia, futurismo, efeitos especiais (sonoros e de imagem) e tantos outros acessórios de mega produções nem sempre são sinônimo de qualidade ou de atrativo. Isso serve para a música e o videoclipe. Pode ser que eu esteja errada, já que tanto clipe quanto música estão fazendo sucesso com a crítica especializada dos grandes meios de comunicação norte-americanos. Você concorda comigo? |