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Homossexuais inspiram clássico de Madonna Marcelo Mendonça (marcelo@clipestesia.com.br) Em 1989, Madonna estava no auge! Após lançar o álbum Like a Prayer e ter três singles bem executados na mídia (Like a Prayer, Express Yourself e Cherish), Madonna teve um com repercussão inferior aos anteriores: Oh, Father! Ela não podia sair do topo e precisava de um plano B. Foi atrás, então, de referências para uma nova música. Passeando por discotecas de Nova York com seu amigo e parceiro Shep Petibonne, Madonna se interessava pelos gestos bem marcados e sensuais feitos pelos homossexuais, cheios de glamour, freqüentadores do lugar. Foi onde surgiu a inspiração para Vogue, um dos maiores clássicos da musa do pop! O sucesso logo recebeu um videoclipe, um dos mais memoráveis da carreira da artista. Ele foi dirigido por David Fincher, que dirigiu ainda muitos clipes de Madonna como Oh Father, Express Yourself e Bad Girl. Filmado todo em preto e branco, Vogue traz como tema o mundo da moda, mostrando Madonna usando vários modelos de roupa, mas sempre remetendo aos anos 30 e 40. No começo do clipe, os dançarinos estão parados como se fossem manequins. Mas a cada barulho de flash, eles fazem uma pose diferente. O glamour idealizado sobre esse universo é mostrado também quando uma menina vestida de camareira sai recolhendo peças de roupa pelo chão. CURIOSIDADE: grande parte das cenas do clipe recriam fotografias tiradas por Horst P. Horst. O videoclipe também usa referências da Art Déco – grande movimento cultural e artístico que revolucionou a arquitetura e as artes plásticas entre 1925 e 1939. A coreografia do vídeo, inspirada nos homossexuais presentes nos locais que Madonna freqüentou para a composição da música, se chama “Vogue”. Alguns afirmam que o nome só foi dado à coreografia após o lançamento do videoclipe. O trabalho ainda recebeu diversos prêmios. Entre os mais importantes estão o da rede de televisão inglesa GH1, realizado em 2004, quando levou o 5° lugar de singles mais vendidos na Inglaterra. Vogue também faturou o 8° lugar na lista dos melhores videoclipes de todos os tempos da revista Rolling Stone. |