
Três videoclipes
e um assassinato...
Gostosuras, travessuras e muito medo!
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A bizarrice criativa do Nine Inch Nails
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Foi assim que Kanye West e Spike Jonze deram vida ao single Flashing Lights Patrícia Angélica (paty@clipestesia.com.br) Kanye West, cantor de hip hop que fez shows na edição deste ano do Tim Festival e impressionou pela superprodução, tem em sua carreira, uma grande quantidade de clipes que podem facilmente figurar entre os melhores do gênero. Por exemplo, um dos seus últimos lançamentos, Homecoming, um de seus maiores sucessos All Falls Down, Stronger e, principalmente, Flashing Lights. Esse clipe, uma das faixas de trabalho do álbum Graduation (2007), na verdade não é um só. São três que se completam com os diversos lados: os antecedentes e o final de uma mesma narrativa da primeira versão, tida como oficial, e que ganhou divulgação na MTV e em outros canais musicais. O clipe oficial de Flashing Lights foi dirigido por Spike Jonze (assim como as demais versões), diretor aclamado no meio videoclíptico e publicitário. À primeira vista, o clipe pode parecer estranho, pois pouco se pode entender do que acontece. Enquanto a música toca, uma mulher está se despindo e põe fogo em todas as roupas que acaba de tirar. O cantor só aparece no final do vídeo, amarrado e amordaçado no porta-malas do carro que aparece chegando no início do vídeo e fica o tempo todo visível ao fundo da cena. Ela pega uma pá e... Mata Kanye batendo nele com a tal. Provavelmente, depois disso, ela irá cavar um buraco no qual o enterrará.
A segunda versão possui uma narrativa de tempo psicológico, já que as cenas se entrecortam com fatos que aparentemente já aconteceram (ou estão para acontecer) com o que ocorre naquele instante. Podemos perceber que a personagem principal é uma garota que não está nada contente com a sua própria vida, pois nenhuma das suas belíssimas roupas lhe satisfaz em frente ao espelho. Ela é rondada pelas lembranças de uma festa que não parece ter terminado bem, pois sofrera violência na rua e no metrô. Depois disso, parece passar mal, ao mesmo tempo em que vê diante de si a imagem de Kanye com outra mulher. O que nos leva a crer que o possível motivo para toda a sua desgraça é a traição que sofreu de seu namorado. A partir do que ocorre na primeira versão, podemos imaginar que seja uma “conseqüência” dessa segunda.
Já a terceira versão se passa num casarão antigo, escuro. Parece até filme de terror! Kanye chega nessa casa e encontra diversas pessoas um tanto esquisitas sentadas à mesa, tomando umas sopas bem nojentas... A empregada é bela, mas toda descabelada. Poderia dizer que Kanye morreu e está no local para onde vão os mortos (difícil definir, se céu ou inferno, nesse caso) , principalmente se pensarmos que a silhueta feminina que aparece nos primeiros segundos do vídeo quando ele está entrando na casa se parece com a da mulher que o matou na primeira versão do clipe. Esse é o único clipe no qual ele aparece cantando a música.
O que os três clipes possuem em comum, além da música (claro!), é a atmosfera sombria e chocante que as imagens passam. A música possui uma letra forte e um ritmo marcante; estas características, por sua vez, são exacerbadas através da estética obscura adotada pelo diretor. Com clipes que mostram muito pouco do que é corriqueiro no mundo do hip hop, como ostentação, luxo e mulheres com pouca roupa rebolando, Kanye tem vídeos com excelente produção. Prova que nada disso é realmente necessário para ter vídeos bem sucedidos nas paradas.
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