Edição #21/2008

Ringue Clipestesia:

Womanaizer

 

Trocando de biquíni sem parar

Mais que um peitinho de fora

Menos que um peitinho de fora

Quanto vale o novo clipe do Jota Quest?

Nelly Furtado

 

 

 

 

 

 

Muito bom ou péssimo? Novo clipe de Britney Spears em pauta no nosso ringue

A batalha desta edição traz o novo clipe de Britney Spears. No ringue, a colunista e redatora Patrícia escreve sobre as qualidades do videoclipe, enquanto a subeditora geral Bianca trata de mandá-lo para os confins da indústria fonográfica. E você, vai ficar do lado de quem?

GOSTEI MUITO!

Patrícia Angélica (paty@clipestesia.com.br)

Para começar, a música pode nem ser tão boa, mas como todo pop que é realmente pop, gruda que é uma beleza! Você vai ficar horas ouvindo “womanizer... you you you are are are”... Atire a primeira pedra quem nunca ficou assim com alguma música da Princesa do Pop.

O clipe, dirigido por Joseph Kahn, lembra muito um de 2003 da própria Brit: Toxic, também dirigido por Kahn.

Ela também aparece seminua, com perucas de diversas cores, toda sensual etc. etc. etc.

Para muita gente isso seria motivo para o clipe ser ruim, afinal “você já fez isso antes, não há nada de novo”, como diria Madonna em Give It 2 Me, clipe também acusado de ser muito parecido com outro que a Rainha já havia feito.

Sinceramente, não vejo problemas em se usar uma fórmula já conhecida e bem sucedida. Quase todo mundo já o fez pelo menos uma vez na vida... Por que a Britney deveria ser condenada por isso?!

O clipe tem uma produção muito boa, é bem editado e tem uns cenários interessantes.

A narrativa é meio maluca, mas bem construída. Mesmo para quem não entende inglês, a letra fica compreensível, já que ela é extremamente ilustrativa. Há umas “viagens” (por exemplo: em um momento, ela serve um ovo frito quadrado – hein?!?!), mas até por isso fica bem legal. Ou alguém aí disse alguma vez que videoclipe tem de ter coerência com a realidade?! Só se eu faltei essa aula...

O melhor desse clipe está além dele próprio. É Britney em si, que pode não ser mais a garota da barriguinha super enxuta de uns cinco anos atrás, mas que se comparamos com a de 2007, está anos luz à frente. Mais bonita, mais magra, mas sexy, mais segura de si... Enfim... É quase aquela que um dia conhecemos...

A interpretação da Mrs. Spears é um momento à parte. Ela está fofa, meiguinha mesmo. Apesar de fazer um papel de quase dominatriz! Faz caras e bocas o tempo todo, exageradas e engraçadas.

Enfim, o clipe pode até não ser uma obra-prima, chego a concordar que a própria Britney já fez coisas melhores, mas o clipe é bom, sim! E só de ser uma volta digna do que ela já foi para o Pop Mundial e para os adolescentes da minha geração, merece uma ovação.

NÃO GOSTEI NÃO...

Bianca Caetano (bianca@clipestesia.com.br)

Após (muitos) escândalos pessoais e uma volta fracassada eis que Britney Spears volta (mais uma vez) com o clipe Womanizer. O clipe, que já ganhou milhares de acessos na internet, causou polêmica (diga-se de passagem: desnecessária) por trazer cenas de Britney nua (?!?).

O clipe foi dirigido por Joseph Kahn, o mesmo diretor dos clipes Stronger e Toxic e de muitos outros que priorizam os efeitos especiais e a edição das imagens. Neste quesito o clipe se sai muito bem pois alia a edição rápida à letra agitada; tudo muito bem produzido. Fico imaginando o quanto não foi gasto para se fazer esse clipe.

Só que um dia o dinheiro acaba. Ou melhor, se gastar muito em uma área, outra será prejudicada. E é isso que acontece com o novo clipe da Britney. Diretor renomado custa caro, uma superprodução custa caro e acho que na hora de cortar verba demitiram logo o roteirista.

Digo isso porque o clipe de Womanizer é uma sucessão de cenas de Britney sem nenhuma ligação entre elas. Não há roteiro algum. Afinal o que as cenas de Britney nua se contorcendo numa espécie de sauna tem haver com o clipe? Qual é a ligação com as cenas anteriores? Fica óbvio que a idéia ali era apenas mostrar como a Britney voltou à forma (sim, ela voltou à forma) mas sem nenhum contexto com o resto do clipe.

E o resto não se sai melhor. Dá a sensação de que você já viu tudo aquilo antes em algum lugar.

O clipe traz Britney ora provocando e ora maltratando um personagem masculino, uma espécie de “mulherengo”. Para isso ela usa perucas e figurinos diferentes tentando interpretar vários personagens. Mas isso ela já fez... E bem melhor no clipe de Toxic e que ainda tinha referências a super heróis e às histórias em quadrinhos. Daí o porquê de ela se transformar em vários personagens.

Até a polêmica nudez de Britney não é novidade: isso também aconteceu na estréia de Toxic, com a cena de Britney e os diamantes pelo corpo.

A cena do mulherengo rodeado por outros empregados/bailarinos do escritório onde roupas são retiradas não lembra uma das cenas de outro clipe da Britney I'm slave 4 U? O posicionamento das pessoas, a imagem final e a coreografia dessa cena é de uma semelhança gritante. Até o cenário futurista e moderno de Stronger reaparece no “novo” clipe da senhorita Spears.

Ah, mas não é só de si mesma que Britney “se apropria”. O cenário final onde Britney leva o mulherengo parece-me familiar. Assistam Come on over (I want is you) da Christina Aguilera e reparem na parede verde do início do clipe, que exceto pela cor, é idêntica à parede que aparece atrás da cama do final do clipe de Womanizer. Hum... Acho que cortaram verba do cenário também.

Eu sei que reciclar está na moda mas “reciclar” a idéia dos outros e que já foram mostrados em outros clipes conhecidos pega mal, Britney!

 

 




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