
Trocando de biquíni
sem parar...
Mais que um peitinho de fora...
Ringue Clipestesia: Womanaizer
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A nudez não será castigada... Pelo menos no Clipestesia! Ao ouvir a palavra “pelado”, você deve reagir como a quase totalidade dos ocidentais: sabe que ela existe e que é hiper normal, mas sente um quê constrangedor. Você não sai por aí falando de peitos e bumbuns para todo mundo e em qualquer ambiente, mesmo sabendo que homens e mulheres ao seu redor têm quase as mesmas características físicas que você, não é mesmo? Sim, porque na nossa cultura, a nudez deve ficar apenas entre quatro paredes, e da maneira mais discreta possível. Por isso, Clipestesia pergunta: e por que ela ocorre com certa freqüência no videoclipe?
Estamos cansados de saber que as roupas são, acima de tudo, uma atividade cultural. Na maior parte do Brasil, por exemplo, usamos roupas apenas para preencher um repertório moral que faz parte do nosso aprendizado desde antes de sabermos sequer diferenciar um menino de uma menina. Calças, macacões e camisas podem até servir de proteção contra sol, frio e sujeira, mas prioritariamente nos protegem contra olhares e comentários alheios. O nível de nudez, digamos assim, de uma sociedade varia com suas referências morais relacionadas principalmente a sexo. Por exemplo: as referências que delimitam o que é ou não indecente no Brasil são muito, muito diferentes das referências encontradas em países muçulmanos. Nesses lugares, existem regras de conduta moral mais rígidas que as encontradas por aqui. Você provavelmente nunca verá uma iraniana usando tranqüilamente um biquíni tipo fio dental sem ligar para olhares ou reprovações alheias, especialmente se ela estiver em seu país natal. Apesar de haver essas regras morais, muitas vezes a cultura que cada sociedade produz inverte essa lógica. Clipestesia já mostrou, por exemplo, como alguns países considerados rígidos exploram a sensualidade do corpo feminino nos videoclipes sem o menor pudor. Outros países, considerados liberais e “cabeça aberta” criam polêmicas por causa de um seio ou uma nádega à mostra. Veja-se, por exemplo, a recente polêmica que o novo videoclipe de Britney Spears causou nos Estados Unidos, a ponto de serem necessárias duas versões do vídeo: a original e uma versão mais pudica. Tudo porque em algumas cenas, Britney aparece nua, embora apenas de perfil. Você consegue ver alguma parte “proibida” do corpo da cantora à mostra? Mas se a coitada da Janet Jackson quase enlouqueceu depois de mostrar, sem querer, um dos seios em uma apresentação ao vivo no Superbowl, em 2004, essa nova polêmica não causa tanto estranhamento. Mas não deixa de ser interessante, visto que estamos falando do país onde reside a maior indústria pornográfica do mundo... Para começar, um dos videoclipes ousados que mais passam na televisão aberta. Ele não foi feito pra chocar, mas, embora lançado em 1989, até hoje espanta pelo nível de sensualidade e sugestão ao sexo. Wicked Game, de Chris Isaak, fez parte da trilha sonora do filme Coração Selvagem de David Linch. Dirigido pelo fotógrafo e diretor Herb Ritts, o videoclipe é todo feito em preto e branco, especialidade de Herb, e conta com a participação da modelo Helena Christensen, que aparece absolutamente estonteante. Ao todo, são quatro minutos em que o cantor e a modelo se enlaçam e trocam carícias numa praia deserta. Garanto que ao vê-lo você se lembrará de outro clássico sensual: Cherich, de Madonna, também de 1989. O diretor, afinal, foi o mesmo.
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