Edição #16/2008

A Drag a Gozar e

Thália Bombinha

Web Hits: Vc também pode fazer um!

Web Hits: "As árveres Somos Nozes"

Web Hits: "Ôpa! Tô Bêbada"

É um Pássaro? é Um Avião? Ou Um Vídeoclipe?

Você Cansou de Ser Sexy

 

 

 

 

 

 

Não entendeu nada? Pois mais de 430 mil internautas já estão craques....

Por José Maria Pugas Filho (ze@clipestesia.com.br)

 

Foi uma noite de apreensão no cinema nacional.

 

Os indicados ao grande prêmio do 15º Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual lotavam o Cine Palácio com suas torcidas. Concorriam La Perfume de La Buffa, Ho(ménage)m, A Revolta das Bibas, Flertando com Inimigo e A Drag a Gozar.

Neste caldeirão de sentidos ambíguos, Drag a Gozar, de Kiko César e estrelado pela Drag Thália Bombinha, conquistou os jurados Mel Lisboa, Zezé Barbosa, Ciro Barcelo e Thiago Mendonça no dia 3 de dezembro de 2007.

Logo após, seria a vez da internet consagrar este curta como um webhit. Agora, seria a vez da MTV premiar esta produção no VMB 2008?

Como ainda não aprendi a prever o futuro – reforço no AINDA – daremos uma chance a este vídeo que poderia muito bem ser visto como spoof, mas que na verdade é uma paródia audiovisual premiada.

Em um desfile de tipos do mundo gay (gay paulistano, diga-se de passagem), a música em batida funk brinca com A Velha a Fiar, de Humberto Mauro. A protagonista é interpretada por Thália Bombinha, que conta com um extenso curriculum que vai desde segurança da boate trash Cult (?!?) Nostromondo, até participações no Pânico na TV, Show do Tom e Ratinho.

Aliás, Thália Bombinha é um todo momento a parte no vídeo. Tanto pela sua hilária participação como a Drag que não agüenta mais a suruba - que na verdade é o curta – como pela sua participação em outros curtas, como o clássico O Viado Veste Pra Dá (sic) , além do Blue Space e seus vídeos que povoam a internet e mereciam ao menos menção honrosa.

 

Encarando sua segunda noite de premiação, este curta representa os valores de irreverência e inovação que dominam as produções voltadas para o público gay no Youtube. Assim como algumas respostas do público, por comentário, reproduz como ainda há desocupados que ofendem estas produções por preconceito.

Triste...

Agora a pergunta que não quer se calar. O que é a Drag a Gozar? Um curta? Um clipe? Um spoof? Um sei-lá-o-quê?

Assim como todo um exército de conteúdo audiovisual que se cria e recria na internet, é difícil concebermos parâmetros bem definidos que categorizem estas produções. Trash e Cult, profissional ou amador, oficial ou oficioso. Classificações como essas acabam por ser tão problemáticas que beiram a inconveniência.

Encerramos este nosso review sem desejar o prêmio VMB Webhit para o Drag a Gozar, mas sim desejando cada vez mais e mais produções brasileiras na internet.

Apesar de sermos um país com muitos internautas, a mesma fertilidade não acontece com os produtores de conteúdo. Apoiando iniciativas como essas que justificamos o poder da internet de conceder visibilidade e representação a todos aqueles sem acesso aos veículos tradicionais da mídia.



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