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E NÃO ESTAMOS FALANDO DE WALT DISNEY... Voltamos aos anos 80. Parece clichê, falta de assunto, buraco editorial... Mas é impossível não se render à década que foi moldada pelo videoclipe. Quer apostar um chiclete Ploc? Por José Maria Pugas Filho (ze@clipestesia.com.br) A vítima de hoje é Toni Basil e seu clipe Hey, Mickey
CURIOSIDADES: · O ano de 1981, escrito na camisa de Cheerleader, é mentirosa. A cantora se formou na LVU duas décadas antes, em 1961. A história de Antonia Christina Basilotta – ou Toni Basil para os mais íntimos – com a música Hey, Mickey é mais antiga que o clipe, lançado somente em 1982. Mickey foi gravado pela cantora em 1979. Antes disso, apesar de produtiva carreira, que inclui 3 aparições no Saturday Night Live em 1975/76, a artista emplacava mais como dançarina exótica e coreógrafa que exatamente como cantora. E realmente, poucos se lembraram ou ouviram aquela música até a MTV celebrar o vídeo como um dos mais vistos nos seus primeiros anos. A música que não havia vendido muito se tornou o maior sucesso de 1982. Seu single foi o mais vendido nos EUA, ficando em segundo lugar nas paradas britânicas. O relançamento da música no álbum Word of Mouth ajudou que ele fosse o seu mais vendido. Anos passaram. O vídeo, corretamente considerado clássico, foi eleito pela VH1 como um dos 50 clipes mais significativos da década perdida. E, igualmente, foi eleito por críticos como um dos piores de todos os tempos. Nada mais anos 80, não? Este foi o primeiro e único clipe de Toni Basil. Ao menos, era o que nós pensávamos. Seu dedo como coreógrafa esteve em outros clipes clássicos dos anos 80, como Once In a Lifetime e Crosseyed and Painless, de Talking Heads. Além disso, foi ela quem desenvolveu o gosto americano pelo estilo Street Dance e influenciar todos os artistas que vieram depois dela.
E O BRASIL? No Brasil, Xuxa, a Rainha dos Baixinhos e atuamente Rainha Mãe, fez uma versão em português para Mickey. A versão foi tão boa, mas tão boa, que nem toca nas piores festas anos 80. Praticamente uma amnésia pós-traumática. Mas nós, destemidos repórteres do CLIPESTESIA não tememos aqueles que querem calar nosso gosto eclético pelo trash! Só vejam o clipe aqueles com estômagos mais fortes e quase surdos. E TONI? MORREU? Não, não, ela continua viva e bem. Atualmente com 64 anos, esta filha de mãe artista de Vaudeville e pai maestro assina a coreografia de Bette Midler, artista geriátrica, em Vegas. Além disso, ela também dirigiu a coreografia dos filmes “Casamento do Meu Melhor Amigo”, “Delírios” e “The Wonders – O Sonho não acabou”, além de ser badalada figurante em filmes B dos anos 80. Até participação no Baywatch ela já teve!
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