Spoofs Gizele Madoninha dirigindo com madonna Coreografias Xuxa Madonna 25 anos

MUITOS JÁ SE FORAM ENQUANTO MADONNA ESTÁ NO TOPO HÁ 25 ANOS

Nesta semana ela completa 50 anos de idade. Este ano, 25 de carreira. Além de cantora é escritora, atriz, diretora, coreógrafa, bailarina, estilista, compositora, diretora musical e mãe.  Madonna Louise Veronica Ciccone nasceu no dia 16 de agosto de 1958 nos subúrbios de Michigan e despontou para o mundo. Quando perguntada em 1984 por um repórter da rede MTV qual seria o maior sonho de sua vida não pestanejou ao disparar “dominar o mundo”. Em homenagem à mulher que se aproxima da casa dos 300 milhões de discos vendidos, preparamos o especial Madonna: sua vida em videoclipes.


Bruno Thebaldi (bruno@clipestesia.com.br)
Colaborador
José Maria Pugas Filho (ze@clipestesia.com.br)

ANOS 80: O COMEÇO

Quando o primeiro clipe, “Everybody”, fora lançado ela ainda nem tinha um álbum. A produção era extremamente simples: Madonna e mais um casal de dançarinos num palco diante de uma multidão dançando numa pista. Soava mais como uma apresentação ao vivo do que como um videoclipe.
O visual da moça era único: cabelo desalinhado, roupas folgadas, rasgadas e que não combinavam entre si, fora as bijuterias pelo corpo. Entretanto, já nesse clipe, podemos perceber o estilo Madonna de acrescentar coreografia às suas músicas. Seu segundo vídeo foi bem mais elaborado. “Burning Up“ carregava consigo uma narrativa e vários efeitos especiais avançados para a época.
Até que o primeiro álbum da Diva finalmente fora lançado. Chamava-se simplesmente Madonna e teve como primeiro single “Holiday”, um dos maiores clássicos da cantora. De fato aqui começava a brilhar. “Borderline” e “Lucky Star” completaram a lista de clipes do primeiro trabalho.
Todos eram simples, mas traziam o carisma da futura diva pop. A naturalidade com que se punha diante das câmeras, a falta de pudores e o rebolar da jovem chamavam atenção de todos.
Para o álbum seguinte, Like A Virgin, o investimento nas produções seria notório. A começar pela fixa-título, gravada em Veneza, seguida por “Material Girl”, a qual fez uma releitura da performance vocal mais famosa da diva da diva, Marilyn Monroe, em Diamonds Are A Girl’s Best Friends.
Madonna iniciava a sexualização de sua carreira através dos videoclipes. Em “Like A Virgin” aparecia vestida de noiva com o dilema de entregar-se a um amor ou permanecer virgem. Já em “Material” o dilema era entre o verdadeiro amor ou bens materiais. Ela escolhera a primeira opção, mas carrega o famoso apelido até hoje.

VIDEOCLIPE INCENTIVA O PRIMEIRO CASAMENTO

Foi nos estúdios onde gravava este clipe que Madonna conheceu o astro Sean Penn, com o qual se casaria no mesmo ano. Foi ao marido que a loira dedicou o álbum seguinte, True Blue, que fez um mega sucesso, ultrapassando a cifra de 34 milhões de cópias vendidas no mundo.
Madonna ressurgia com um novo visual. Abandonara os trilhões de bugigangas que carregava ao corpo, como argolas e correntes, as roupas exóticas e o cabelo desarmado. Cortara-o e usaria um tom de loiro platinado. Aparecera com o corpo transbordando músculos muito bem definidos.
Eis que lança o vídeo de “Papa Don’t Preach”, onde interpretava uma adolescente grávida que estava decidida a não fazer um aborto. O clipe dividiu opiniões: de um lado a Igreja Católica e grupos conservadores apoiaram a atitude pró-vida da estrela. De outro, os liberais a acusaram de incentivar a gravidez na adolescência.       
O clipe sucessor fora “True Blue”, uma declaração de amor ao seu marido na época. A montagem remetia à década de 1950, os anos dourados. Até que veio uma nova polêmica. Em “Open Your Heart” Madonna se passava por uma strriper. Nas cabines homens e mulheres deleitavam-se com suas formas corporais. Com o vídeo, Madonna deixava claro que a sensualidade seria uma constante em sua carreira. E assim o fez!

OS GRANDES ESCÂNDALOS

Em 1989 o primeiro grande escândalo. Cruzes em chamas, beijo em um Jesus Cristo negro que acabara de ganhar a vida e que acabou parando atrás das grades suspeito de assassinato. “Like A Prayer” escandalizou o mundo. O clipe fora banido pela Igreja Católica, a qual a apenas três anos apoiava a atitude pró-vida da mesma.
E o escândalo foi tomando proporções cada vez maiores. A PEPSI, que havia fechado um contrato de 5 milhões de dólares com a  Diva, a qual estrelaria uma campanha para a marca e de quebra teria sua próxima turnê patrocinada pela companhia, rescindira o contrato. Ainda assim, a estrela pop ficou com o cachê milionário.
Na seqüência a estrela emplacou “Express Yourself”, um clipe de um milhão de dólares. Inspirado no filme Metropolis, o vídeo era uma resposta ao de “Material Girl”. A mensagem agora era “mulheres à luta”, emancipando-se da dependência masculina.
O contexto de lançamento desse álbum vinha de seu divórcio. Madonna e Sean Penn separariam-se após muitas brigas e confusões que lhes renderam o apelido de “os brigões Penn”. Madonna recentemente havia descoberto um caroço em seu seio e ficou apavorada. Sua mãe havia morrido de câncer de mama quando ela tinha apenas cinco anos. Todas as lembranças lhe vieram à tona. O álbum Like A Prayer foi a forma que ela descobriu para se exorcizar de seus pesadelos.
O clipe de “Oh Father” é a maior prova disso. Nele narrou o drama que foi a morte de sua mãe. Seu sofrimento, as brigas com o pai, o casamento com um homem possessivo e ciumento. Estava tudo lá. Apesar de ser uma mulher adulta, sua sombra refletia uma menininha travessa, ora feliz, ora triste.

O ANO DA DIVA

1990, definitivamente, foi o ano da Madonna. Like A Prayer vendera 35 milhões de cópias, estava no cinema com Dick Tracy, emplacou um dos maiores sucessos de sua carreira, “Vogue” – cujo single vendera 5,9 milhões de cópias!, sairia com a turnê Blond Ambition.
Com essa tour Madonna causou uma verdadeira revolução no campo da música. Mostrou ao mundo o sutiã em cone, do estilista Jean Paul Gaultier, espancou suas assistentes vocais, masturbou-se em “Like A Virgin”, vestiu-se de padre e exorcizou-se em “Like A Prayer”, debochou de si mesma em “Material Girl” e botou a todos para dançar com “Vogue”. Fora que gravou os bastidores dos shows para lançar o filme Na Cama com Madonna, em 1991. Engana-se quem pensa que relatou apenas os momentos de louvores.
Levou ao público o problema vocal que a obrigou a cancelar algumas de suas apresentações, sua quase prisão em Toronto por atentado ao pudor, o banimento do Papa aos shows causando o cancelamento de alguns na Itália, os problemas técnicos.
Só não permitia que a filmassem enquanto estivesse tratando de negócios. “Cai fora!”, dizia.

CENSURADA POR OPÇÃO

Para terminar o ano de 1990, lançou a coletânea The Immaculate Collection junto com o clipe de “Justify my Love”, sua grande jogada de marketing. A concepção da produção foi pensada para ser o primeiro clipe proibido da cantora. A única coisa que faltava em sua lista de escândalos. Ela estava mais do que em evidência na mídia, tanto pela música, como pelas controvérsias. Com o banimento foi simultaneamente a capa de incontáveis revistas e periódicos ao redor do mundo.
O vídeo era uma espécie de síntese dos temas que a cantora havia abordado: religiosidade, liberação da mulher e sexo. Com a aparência a la Marilyn Monroe, a loira se depararia com uma orgia num quarto de hotel. Via-se casais, trios, homem com homem, mulher com mulher. Madonna passava a mensagem de que valia tudo no sexo.
A MTV, que se expandia pelo mundo, inclusive aqui no Brasil, encontrou a ocasião perfeita para entrar divulgar a si própria: não exibir o clipe “proibido” do maior ícone pop mundial. Madonna não perdeu tempo e lançou o vídeo em VHS. Era o primeiro clipe single da História! As vendas alcançaram a casa de 800 mil cópias apenas no primeiro ano. Todos saíram lucrando: MTV, gravadora e, claro, cantora.
Colhendo ou louros de sua música, clipes, performances, filmes e escândalos, Madonna assinou o maior contrato da indústria fonográfica para uma mulher, e de quebra ganhou sua própria gravadora, a Maverick.
Estava no topo do mundo como queria desde sempre. Envolta em controvérsias não perdeu tempo e, em 1992, lançou seu álbum mais ousado: Erotica. Com letras que falavam de amores, traições, reconciliações, brigas, sofrimentos, sexo, alicerçadas em muitas metáforas, chocou novamente o mundo a ponto de alguns países árabes e muçulmanos proibirem sua comercialização.
O álbum fora lançado no que se denominou “mega pacote erótico”, o qual incluiria o clipe “Erotica”, no qual Madonna viveria a personagem Dita Parlo e que só passaria após a meia-noite na MTV, e o livro de fotos e textos de fantasias sexuais intitulado Sex.
Em questão de dias a primeira edição do livro de 49,95 dólares, cuja capa era de aço inoxidável, estava esgotada. Os bastidores da produção do livro foram exibidos no Sex Video, do qual foram extraídas algumas cenas para o clipe “Erotica”.
Personalidades como Naomi Campbell, Isabella Rossellini, Ingrid Casaras e Vanilla Ice, que namorava com a diva, participaram do livro, que vinha com uma cópia do cd single de “Erotica”.
Porém dessa vez o público parecia concordar com a crítica. Teria Madonna ido longe demais com sua sexualidade explícita? O fato é que sofria justamente daquilo que tanto buscava: excesso de exposição. O álbum tornou-se o menos vendido de sua carreira com 5,5 milhões de cópias (apenas American Life venderia menos, em 2003).
Depois do clipe da faixa título lançou “Deeper And Deeper”, uma animada balada gay, “Bad Girl”, inspirado no filme pornô Corpo em Evidência, “Fever”, “Rain”, seu único trabalho que renderia prêmios durante a fase Erotica, e “Bye Bye Baby”, tirada da apresentação da tour The Girlie Show, com a qual veio ao Brasil.
A tour reforçaria a imagem de Dominatrix que marcaria este período de sua vida. Chicotes e sutiãs metálicos que poderiam cegar as bailarinas seminuas desavisadas não faltaram.
Foi nesta turnê que Madonna teria o primeiro contato com Judeus Ortodoxos que a acompanhariam até o presente momento. Eles protestavam em Israel, enquanto em Porto Rico ela passava a bandeira americana entre suas pernas num ato bem patriótico.

A MELHOR CANTORA X A PIOR ATRIZ

Durante 1993, Madonna estrelaria dois filmes que reforçariam os críticos de seu comportamento no mínimo excêntrico. O primeiro deles, Corpo em Evidência, uma produção alemã e americana, foi pessimamente recebido pela crítica. Graças a esta obra prima de Uli Edel considerado “o filme mais odioso de todos os tempos” por Roger Eber, Madonna receberia o reconhecimento dos críticos de cinema como a pior atriz do ano de 1993. O filme tratava de uma mulher (Madonna) que matava amantes mais velhos com sexo sadomasoquista.
O segundo filme foi a primeira produção da Maverick Films, Olhos de Serpente. Bem diferente do anterior, este filme foi bem recebido pela crítica e contou com um roteiro consistente e elenco de destaque. Para Ed Gonzalez, este filme foi a única obra longa-metragem, além do Erotica, que merece alguma referência positiva. Ainda assim, Madonna odiou o trabalho. O filme, mas não sua performance. Em sua opinião:
“Ainda que o filme tenha sido uma merda de filme e o tenha odiado, estou bem nele.”
Os filmes dos quais participou em 1993 só contribuíram para derrubar ainda mais com sua desgastada imagem.  Sex com passagens como “Eu amo minha boceta” e “Não existe melhor maneira de acordar do que com o pau do meu amor dentro de mim”, além de fotos com um cachorro, sendo estuprada vestida de normalista e pelada na piscina, ajudavam menos ainda.
Madonna precisava tomar um novo rumo em sua carreira. E assim o fez.

RECONFIGURAÇÕES E SOBE E DESCE

O ano de 93 foi agitado, mas o de 94 indicava mudanças. Apesar do sucesso do single “I’ll Remember”, o ano também contou com o fracasso de vendas do álbum Bedtime Stories e sua polêmica entrevista com David Letterman, quando ela pediu que o apresentador cheirasse sua calcinha .


A Madonna sadô morreria em 1994, para dar lugar a uma Madonna menos criticável e mais consumível.
Em 1995, foi lançado Something to Remeber, coletânea de baladas, com direito a cover de Marvin Gaye “I Want You”, rei das músicas de Strip Tease, e You’ll See. Em 1996, depois de um ano morno, Madonna teria seu passado desafiado pela produção Evita, seu maior sucesso nas telinhas.
Interpretando Eva Perón, esposa do ditador argentino Juan Perón, denominado por muitos argentinos Santa Evita por suas obras sociais, Madonna teria sua condição moral contestada para interpretar um mito histórico. Protestos irromperam nas gravações do filme rodado em Buenos Aires e a estréia teve de ser feita em Madrid, e não na capital argentina como planejado. O filme e a trilha sonora foram premiados. Até mesmo a interpretação da diva do pop foi condecorada com um Golden Globe.  Foi nessa época que nasceu Lourdes, sua primeira filha.
Nada mal para alguém que havia três anos tinha ganhado o troféu de pior interpretação, não?
Os anos 90 a veriam Madonna no cinema com o filme Sobrou pra Você, em 1999. Outro fracasso de crítica e comercial. Ainda abandonaria o convite anunciado para o filme Música do Coração como professora de violino. Motivo: divergências artísticas com o diretor Wes Craven.

VENCEU A MELHOR CANTORA

O final do século XX para Madonna foi marcado por sucessivos êxitos tanto em venda como na mudança de imagem criada pelos escândalos. Em 1998 Ray of Light foi aclamado como o mais bem sucedido e experimental dos seus álbuns. Não seria diferente com clipes. Nem mesmo com a acusação de plágio da música Frozen na Bélgica e a proibição da canção neste país, o clipe deixou de ser um dos mais ousados, complexos e representativos da entrada da artista em sua fase de busca espiritual.
Busca espiritual, aliás, se tornou o objetivo máximo de Madonna no novo milênio. Ray of Light tem referências múltiplas das várias mitologias e ensinamentos esotéricos. A partir deste álbum, a água de Kabbalah se tornaria presença obrigatória nos camarins da artista.


Na seqüência a Rainha Pop emplacou o álbum Music, onde viveria uma cowgirl em “Don’t Tell Me” e uma mulher subversiva em “What It Feels Like for a Girl, clipe cuja direção foi de Guy Ritchie, seu segundo – e atual- marido . Madonna teria seu segundo filho, Rocco, fruto desse casamento.

QUEBRA DOS RECORDES E O MAIOR FIASCO COMERCIAL

Com a virada do milênio a cantora lançou American Life, seu maior fiasco comercial. A postura antiguerra do Iraque levantaram acusações de antipatriotismo e Madonna via seu público declinar consideravelmente nos EUA. Sem contar que ainda sofria com a “concorrência” das chamadas “princesinhas do pop”. Madonna resolvera apelar para novas polêmicas. A primeira delas seria a autocensura do clipe “American Life”, a segunda o famoso beijo no VMA 2003 nas cantoras Briitney Spears e Christina Aguilera.


Ainda em 2003 retornou ao mundo dos livros com uma coletânea de cinco estórias infantis, o primeiro batizado de As Rosas Inglesas.
Em 2005, para espantar a crise que abatia não apenas sua carreira como também toda a indústria fonográfica, lançou o Confessions On A Dance Flor, estourando no mundo. “Hung Up” vez um grande sucesso alcançando o primeiro lugar em 41 países. Definitivamente a loura voltara ao topo das paradas. Ademais desenhara uma coleção de roupas para uma loja sueca e assinara um contrato com a Live Nation no valor de 120 milhões de dólares, trocando sua desde sempre gravadora Warner Bros, a mesma empresa responsável pela organização de suas turnês desde 2001 (Drowned Wolrd, Reinvention e Confessions, que aliás, é a turnê mais lucrativa da História da música para uma mulher).

E HOJE, O QUE A DIVA ESTÁ FAZENDO?

Atualmente a diva está trabalhando no álbum Hard Candy, já tendo lançado os clipes de “4 minutes”, em parceria com Justin Timberlake e Timbaland, e “Give It 2 Me”, com o Pharrell Williams. Também produziu um documentário sobre a situação do Malauí, país africano da onde nascera menino que adotou recentemente e dirigiu um filme inspirado em sua trajetória.
Boatos e especulações sobre uma possível visita sua ao Brasil com a turnê Sticky&Seet, que deverá quebrar o recorde de arrecadação da turnê anterior, crescem a todos os dias. Seriam cerca de quatro ou cinco apresentações nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo no mês de dezembro.
Desde 1983 inúmeros especialistas prognosticaram que Madonna seria uma “boneca passageira” ou o “brinquedinho do momento”, dando-lhe apenas seis meses de vida artística. Vinte e cinco anos depois eles tiveram que engolir suas perspectivas e ainda fazem fila para ver a musa em suas performances. Ao longo desses anos muitos se foram, ela permaneceu.     

 

Veja aqui nosso TOP 25 de clipes da Madonna! 




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