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Com um dos mais clássicos refrões do rock e um clipe arrasador, Pink Floyd ajudou a mudar o sistema educacional da Grã-Bretanha. E talvez de todo o ocidente. José Maria Pugas Filho (ze@clipestesia.com.br)Ficha Técnica Música: Another Brick in The Wall Ano: 1979 Banda: Pink Floyd Álbum: The Wall Produtores: Bob Ezrin, David Gilmour e Roger Waters Diretor: Gerald Scarfe Para ouvir lendo O Ateneu, de Raul Pompéia Retratar a escola como fabricante de pensamentos homogêneos e submissos a um mundo que pune a criatividade pode não ser uma novidade, mas quando em 1979 o grupo inglês Pink Floyd passou estas críticas para o universo dos clipes com Another Brick in The Wall, esta discussão tomaria novos moldes. O álbum The Wall era o terceiro de uma das discografias mais aplaudidas no gênero Rock. Após Dark Side of The Moon (1973) e Wish You Were Here (1975). Complexos e audaciosos, estes álbuns conceituais apresentavam discussões sociais aliadas a riffs inesquecíveis e estética alternativa que marcaria o Pink Floyd e o definiria como banda essencial para se entender a cena musical do século XX. Assumindo como objetivo retratar a crueldade de um colégio interno fictício, Another Brick in The Wall ultrapassou as barreiras da arte para contar ao mundo uma realidade ainda presente na Grã-Bretanha. A Inglaterra ainda tinha como base de seu sistema educacional o modelo vitoriano de educação para pequenos adultos, onde abusos dos professores sobre os alunos e maus tratos físicos eram ferramentas toleradas de educação. E isso,na opinião de Roger Waters e seus parceiros de banda, deveria ser mudado. A fórmula usada nesta auto-delegada missão foi um filme dividido em três partes; a obra ganhou mais repercussão com a sua segunda parte e o inesquecível refrão “We don’t need no education”. Os alunos, retratados como porcos prontos para o abate, são confrontados com professores cuja devoção didática se encontra no humor negro e no sadismo. O aprendizado no colégio tem um claro e definido objetivo: moldar tijolos que reforçarão os muros que separam os mundos e as pessoas.
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