Em mais de 40 anos de carreira, Santana se reinventa e ajuda a reinventar seus milhares de amigos

Ariane Holzbach (ariane@clipestesia.com.br)

Quando Santana nasceu, o destino já lhe reservava uma multidão de amigos. Sim, pois um dos maiores guitarristas de todos os tempos nasceu no dia 20 de julho de 1947 – no Dia do Amigo.
       Carlos Augusto Santana Alves nasceu no México e passou a infância ouvindo música regional. Com cinco anos, já tocava violino e, vez ou outra, fazia performances na banda de seu pai. Aos nove anos, contudo, começou a se interessar por guitarra, jazz e blues.
       Na década de 1960, foi com a família morar nos Estados Unidos e logo formou sua primeira banda de blues, a Santana Blues Band, que depois virou apenas Santana. Mas o que começou a imortalizá-lo foi a participação que teve no Festival de Woodstock, em 1969, um símbolo da contracultura americana até hoje. Na época, ele tinha recém finalizado seu primeiro álbum, Santana, e tinha apenas 22 anos.
      Repare na sensação que sua guitarra foi capaz de causar na ocasião... O artista parece em transe:

Santana seguiu trabalhando em dezenas de álbuns nos anos de 1970 e 1980. A musicalidade do grupo misturava de forma adorável o rock americano – que se solidificava a passos largos –, jazz, blues e melodias latinas que ele ouvia quando criança. Santana, entretanto, dominava a identidade do grupo, que mudou de integrantes algumas vezes e acabou perdendo força.

A DESGRAÇA NUNCA É GERAL

No final desse período, as vendas dos discos diminuíram, o que deve ter incentivado Santana a seguir em carreira solo, mas de uma forma bem pouco ortodoxa. Enquanto trabalhava com banda, convidou diversos artistas para trabalharem em seus álbuns, mas a partir da década de 1990, as parcerias se transformaram em estilo musical.
       Claro que a estratégia não é em vão: apesar de ser um guitarrista muito talentoso, sua potência vocal não é exatamente um primor. Por isso, na maior parte das parcerias, ele cria a melodia e os solos de guitarra onipresentes. Mas a canção é interpretada pelo parceiro.
       Uma infinidade de músicos já participaram de canções e álbuns de Santana: Steven Tyler, Kirk Hammet, Rob Thomas, Michelle Branch, Eric Clapton, Dido, The Wreckers, Joss Stone, Seal, Will.I.Am, Mary J. Blige, Sean Paul, Alex Band, Shakira, Chad Kroeger, Wyclef Jean, Tina Turner, Jennifer Lopez... E isso só para citar alguns.

TODO O VIRTUOSISMO PRESENTE NOS CLIPES

Os videoclipes são uma estratégia eficiente para Santana explicitar as parcerias e, ao mesmo tempo, mostrar seus dotes de guitarrista. Em um dos clipes mais famosos, “Smooth”, Santana toca ao lado de Rob Thomas e demonstra parte de sua influência latina:

O mesmo pode ser dito da bela “Corazon Espinado”, cantado em espanhol junto com Mana. Repare que as roupas usadas por Santana explicitam suas raízes mexicanas:

Querendo se superar a cada nova música, Santana já ganhou 10 Grammys – feito igualado apenas por Michael Jackson – e não tem preconceito com artistas, ritmos ou melodias. Reza a lenda que ele não utiliza efeitos de pedal para criar seus solos antológicos.
        Uma de suas mais recentes músicas é a instigante “Into The Night” feita com o vocalista do Nickelback, Chad Kroeger. Em sua melhor forma, Santana mostra no clipe que o rock pode ser colorido, latino, americano e muito alegre.




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