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Música, clipes e drogas infelizmente fazem uma combinação bastante comum. O que o vício pode causar a um artista?
Por Larissa Castanheira (larissa@clipestesia.com.br)
Você conhece alguma cantora de rock que usa vestido de cetim longo para se apresentar? Ou um vocalista de banda de metal que cuida da pele com cremes caríssimos e tem uma verdadeira ojeriza por tatuagens? Difícil, quase impossível.
R.I.P. - Talentos levados pelas drogas
A overdose não escolhe sexo, classe social ou estilo musical. Elis Regina, detentora de uma das vozes mais potentes e emotivas da música nacional morreu em 1982, de overdose. A cantora chegou a tentar se desintoxicar, mas não conseguiu.
Janis Joplin, um dos maiores ícones de todos os tempos, foi-se em 1970 por overdose de heroína... Temos que destacar a sua vinda ao Rio de Janeiro no ano de sua morte: o motivo para vir ao Brasil seria tentar se livrar do vício da heroína, mas ela aproveitou para fazer topless na praia, cantar em bordéis, quase foi presa por suas atitudes "fora do normal" na praia, foi expulsa do hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e ainda desfilou numa escola de samba e nem precisou de fantasia, pois seu visual com um chapéu de penas de pavão e colares “hippongas” já a fez muito chique. Apresentação dela no Monterey Pop festival em 1967, Ball and Chain.
E quem nunca ouviu falar de Raul seixas? Raulzito morreu em 1989 por conseqüências do álcool. Uma de suas últimas apresentações foi com a música Cowboy Fora da Lei, em 1989. O videoclipe explicita uma das mais fortes características do cantor: o humor leve mas sarcástico.
Elvis Presley, que dispensa apresentações, morreu em 1977, ao que parece, por complicações do abuso do álcool ao longo dos anos. Como Janis Joplin, ele não chegou a ter clipe, mas vale a pena lembrar de seu último show, feito no ano de sua morte, em que cantou My Way, de Frank Sinatra.
Jimi Hendrix, um dos grandes símbolos do rock, morreu em 1970. Ele tomou nove pílulas de Vesperax (analgésico) e se asfixiou no próprio vômito. Como também não tem videoclipe, vamos vê-lo em sua última turnê cantando I Don't Live Today.
John Bonham morreu em 1980, depois de 40 doses de vodka... seguidas. Também dizem que foi asfixiado no próprio vômito. Um de seus últimos shows, 1979, quando fazia parte do Led Zeppelin (a banda acabou após sua morte). Música: Hot Dog
Jim Morrison morreu em 1971, até onde se sabe, por circunstâncias misteriosas, mas há afirmações de que foi overdose de heroína. Atenção para o videoclipe de Light My Fire que, apesar de feito com cenas do show ao vivo, é um videoclipe oficial.
Brad Nowell, da banda Sublime, morreu em 1996 por overdose de heroína. Este é o clipe do último álbum do grupo, Santeria, em que Brad aparece como um fantasma que só uma cadela consegue ver. A cachorrinha, na verdade, pertencia ao cantor e essa foi uma forma que a banda encontrou para homenageá-lo.
Rick James morreu em 2004 por um coquetel de pelo menos nove drogas diferentes. Este é um de seus clipes mais famosos, Super Freak de 1981.
Keith Moon, baterista do The Who, morreu em 1978, após tomar 32 pílulas do seu remédio anti-alcoolismo quando gravava o álbum Who Are You. A banda tentou não acabar após sua morte, mas não deu certo com outro baterista.
A lenda
Keith Richards é e sempre será uma lenda, não só do rock, mas da música... Aliás, não só da música, mas do mundo todo!
Haja cocaína... CLIPES DROGADOS Alguns videoclipes mostram personagens “viajando”, muito “chapados”, como se diz, sabe-se lá de quê. É o caso de Like A Rolling Stone, composição de Bob Dylan. No clipe, a protagonista parece estar numa bad trip...
E nesse do Chemical Brothers, Hey boy, hey girl, a moça aparece tão desorientada que começa a ver as pessoas ao redor como se fossem esqueletos. Alucinações e música eletrônica muitas vezes andam juntos.
OS QUE FAZEM O ESTILO “NÃO TÔ NEM AÍ” Outros se voltam para a questão "uso drogas sim, e daí?", como foi o caso de Whitney Houston. Whatchulookinat, single lançado logo após confessar à imprensa que era usuária de cocaína e maconha, como uma resposta a todos que a julgaram. Mas o que conta é que foi um fracasso de vendas.
Os meninos do Planet Hemp causaram muita polemica por causa da apologia que faziam constantemente ao consumo de drogas, especialmente maconha. No clipe Legalize Já! eles não só afirmam que usam drogas sim, mas que usam muito, e não vão parar de usar só porque é ilegal. Eles se colocam a favor da legalização das drogas e afirmam que proibir aumenta o tráfico e a violência.
Ainda nessa categoria temos o Afroman, com Because I Got High, que mostra tudo que aconteceu de ruim em sua vida porque ele estava “chapado”. O clipe se vale de um certo humor negro, porque apesar de encarar a verdade, que a droga estragou sua vida, ele insiste no erro.
Outro muito engraçado é o Learn to Fly, do Foo Fighters. Onde os caras da manutenção escondem a maconha dentro da cafeteira do avião e fica todo mundo louco. Inlcuindo o piloto.
QUANDO O ASSUNTO DO CLIPE SÃO AS DROGAS
Ainda temos os clipes em que o assunto principal é a droga em si. Um grupo nacional mais alternativo que ainda não tem clipe, o Montage, tem uma música que fala sobre as drogas legais, todo tipo de pílula que se compra em farmácia, e causam tanta dependência quanto cocaína. Ode to my pills já é um hit da banda.
Impossível esquecer do Nirvana, com o título Lithium, a música descreve os efeitos da droga, em cada momento.
E outro óbvio é Eric Clapton - Cocaine, que não tem nenhum videoclipe, apenas vídeos de suas apresentações ao vivo e acústica... Contrariando o legalmente correto, essa música é um “hino” de adoração ao pó.
RECUPERADA E “CAINDO NA REAL”
Stevie Nicks afirma ter parado com as drogas e, atualmente, continua produzindo em carreira solo.
E se prestarmos atenção em suas pupilas dilatadas podemos ver que ainda era da fase em que consumia cocaína. Já aqui em carreira solo, cantando ao vivo Landslide, percebemos a diferença na sua expressão, agora sim, mais “clean”.
DESINTOXICADOS NO BRASIL
O Brasil conta com vários artistas que passaram pela Rehab e se deram muito bem.
Uma figura nacional que não pode ser esquecida quando se fala em reabilitação é Rita Lee. Ela fez parte do movimento tropicalista na década de 60, quando os jovens adeptos da psicodelia usavam drogam para alcançar estados alterados da mente. Depois de ter diversos problemas em decorrência dos longos anos usando drogas, passando meses internada em hospitais, tendo que cancelar shows, eis que no final de 2005 nasceu sua neta. A neta viria a ser uma das principais motivações para que Rita largasse as drogas alegando que não queria que sua neta a visse mal de saúde ou que tivesse uma imagem ruim da avó por conta dessas substâncias. |